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Na maioria dos países da África Austral enfrentam problemas sociais, económicos e de desemprego, sendo as mulheres e crianças as mais abordadas por pessoas com ofertas de empregos ou bolsas de estudo em outro país vizinho, para onde atravessam normalmente por meios ilegais.
Uma vez no país de destino, estas mulheres e crianças, são informadas que estão em dívida para com recrutadores, são forçadas à prática da prostituição ou outras actividades perigosas, a fim de devolverem os valores por eles estipulado. Em alguns casos elas são vendidas como "esposas", como escravas sexuais e empregadas domésticas, sem remuneração.
Também podem acabar como mão-de-obra barata em fazendas, na indústria da construção, ou outros o trabalho forçado e escravidão, muitas vezes confrontadas com abusos chantagem, dada a situação ilegal em que se encontram, nos países de destino. Estudos revelam também que a maioria destas crianças e jovens mulheres tendem a ser denunciadas como ilegais, terminando como criminosas, colocar como convidados em centros de transição sob custódia da polícia, de onde são forçosamente deportadas para seus países, em extremas condições desumanas.
Também é importante ressaltar que os estudos sobre o tráfico na África do Sul, Moçambique e Zâmbia, estão de acordo em que alguns países da África Austral são pontos de trânsito para vítimas traficadas para a Europa e outros continentes. A África Austral também é considerada como zona de origem dos adolescentes e jovens traficados para o continente europeu. Os países vizinhos da África do Sul são apontados como países de trânsito de vítimas recrutadas no centro e no corno de África, tendo este país como destino.
Estudos realizados na região da África Austral sobre o tráfico de seres humanos realçam que milhares de mulheres e crianças são traficadas pelas fronteiras internacionais a cada ano.